Desde 07 de setembro de 1822, os brasileiros buscam compreender o que nos une e nos torna uma nação independente e coesa. Nosso modelo político é frágil pois reproduz, ainda hoje, a relação entre senhores de engenho, leia-se classe média/alta, e a senzala. Desde muito cedo, quando a chamada “civilização” aportou com suas naus por aqui, convivemos com o espectro do modelo do dominador: ser europeu/estadunidense ou descender deles significa ser civilizado em terra brasilis. Concede um ar aristocrata à família, como se nos fizesse pertencer a uma “casta” mais alta e por isso devessemos ser tratados de maneira diferenciada.
Esquecemos que mesmo os estrangeiros que aqui aportaram, nos vários momentos da história do Brasil, invariavelmente serviram como escravos ou empregados explorados pelos patrões. Sim, nossa grande população descende de anglo-saxões, latinos, asiáticos, negros e gentios que é oriunda do trabalho árduo escravo ou no limiar da escravidão. Por conta de nossa arrogância e ignorância, passamos a acreditar que os únicos traços culturais que possuem valor são os do branco dominador: o Natal, a Páscoa, o Dia das Bruxas entre tantos outros.
O que aconteceu com as nossas celebrações rurais? Com nossas comemorações religiosas sincréticas como a Umbanda, a Congada, a Folia de Reis? Ainda permanecem no canto escuro do preconceito de nossa sociedade que tenta a todo custo arremedar os “gringos” que, por interesses tácitos a sustentação de seus negócios, continuam a nos ditar regras. O mais incômodo de tudo isso é que continuamos a acreditar nestas regras como estabelecidas por seres “que sabem o que fazem pois em seus países tudo funciona”. No meu país tudo funciona. A única coisa que não funciona é o imaginário do brasileiro, principalmente dos “domesticados” pela cultura estrangeira, pelo mundo das revistas de celebridades e pela exposição maciça aos telejornais de jornalismo marrom.
Cansei! Não como os nossos queridos burgueses do movimento, mas cansei de ver nossa cultura explorada como produto, onde transitam parasitas e alpinistas sociais sempre em busca de exposição, sem contribuição ou preocupação alguma com a cultura de nosso país. Parafraseando o português Fernando Pessoa, na pele de Álvaro de Campos: ” Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há brasileiros no Brasil?
Mais uma muito boa Fábio!
As coisas não mudaram muito por aqui desde a chegada dos invasores em 1500, senhores “acima do bem e do mal” que se valem do que possuem e de sua posição política e/ou econômica p/ roubar o direito de pessoas, sugando a força de trabalho e massacrando a mente do famigerado ser, ao qual se interessam em épocas específicas e pontuais. Temos q quebrar este ciclo vicioso no qual inseriram nossa cultura, um balcão de negócios, onde o q vale é o q vende, e muito, e durante certo período, mas a mudança tem q ser na base, na massa (com educação e cultura), muito embora seja dever das pessoas q tem acesso e oportunidades se sensibilizarem com a situação q se encontra o famigerado próximo e fazer sua parte, ou de outra forma a podridão permanecerá.
Analisem nosso senado, se valem do cargo p/, mesmo megulhados em crimes, permanecerem no poder (herança também Européia, Romana, lembram: o consul (homem público) Lúcius Amarus Rupios Appius, que se apropriava das coisas alheias, o qual assinava “L.A.R. Appius”! Pura cópia!